sábado, 14 de maio de 2011

A semana do presidente 8 (tem alguém contando?)



Essa semana foi de entortar qualquer um...



Meu filho teve uma gastroenterite, eu também fiquei meio mais ou menos, e como resultado temos (graças à Deus), uma criança recuperada a 100 km por hora e uma mãe moída se arrastando pelos cantos...



Bernardo quase não fica doente, mas quando cai, cai teatralmente, com febres de 40º, que não cedem e fazem a mãe arrancar os cabelos de agonia...



Na noite de domingo para segunda fomos para a emergência infantil, e ele bravamente tomou uma intramuscular de dipirona... eu quase desmaiei, apesar dos anos como enfermeira pediátrica... em segundos passam vários questionamentos, dúvidas, medos e uma sensação de estar sendo uma bruxa má, muito má, muito má, bruxa má, muito máááá....



E dias depois a criança se recupera e acorda falante, pedindo pra passear, e você, pobre ser humano sem maiores super-poderes, ainda nem consegue respirar direito...



Bernardo como grande "drama prince", teve seus momentos insanos...



Desenvolveu uma técnica para quando tem dor de barriga e precisa sair correndo pro banheiro: ele senta e ao invés de fazer massagem na barriga como alguns, ele bate na própria cabeça "para o cocô sair mais rápido"...



Ele sai pela casa cheirando várias coisas diferentes: a mesa, o interruptor, a cortina, a maçaneta, para descobrir o que "dá alergia e espirro" nele...



Ele diz que a pasta de dente de adulto "arde muito a boca e devora tudo por dentro"...


Ele sente muito não poder fazer os exercícios dele (oi?), que ele próprio afirma serem muito importantes "para a saúde" e para "eSmagrecer a barriga"...


Ele ri de mim quando conto que quando era criança tomava injeção quase toda semana por causa das alergias...



Uma figura: impagável e cansativa...


E assim foi comemorada, aqui em casa, a semana da enfermagem...


Beijos,


Florence Nightingale and the Machine






quinta-feira, 5 de maio de 2011

Sobrevivi ao final feliz



Semana Passada aconteceu o casamento do século...


O século começou agora, e este casamento real já foi entitulado como o mais maravilhoso, o mais incrível, o mais lindo, etc, e tal...


Soa estranho pra quem acompanhou outro casamento real, o de Charles e Diana, com 7 anos de idade, achando tudo muito estranho, porque aqueles noivos não pareciam felizes ou animados com aquela pompa toda...


Soa estranho pra quem acompanhou naquela mesma Abadia o funeral da mãe do atual noivo real, em 97, quando todos se indignaram com o papel dos tablóides e dos papparazzi, para agora repetir toda a parafernália midiática novamente (elevado a potência máxima por conta da rapidez da informação)...



Só se falava nisso porque Tvs, jornais, internet, vitrines de lojas, todos os locais da face da terra estavam com imagens do casal ou coisas que remetiam a esse universo...



Claro que na véspera Bernardo me perguntou o que era o casamento real, e eu falei que era um príncipe da Inglaterra casando com uma princesa... liguei a TV e claro, lá estavam eles... em qualquer canal...



Bernardo não entendeu muito, e começou o festival de perguntas...


"-Mãe, ela é princesa de verdade?

-Não, filho, princesa de verdade é a Fiona"


"-Mãe, cadê as outras princesas?

-Filho elas vão entrar na Igreja na hora em que o casamento começar...

- Todas elas foram convidadas?

- Sim...

- A Ariel vai de sereia?"


O locutor fala sobre uma 'rainha"...


"- Mãe, a rainha é mãe da princesa?

- não, filho, é avó do príncipe...

- e ela é má?"


"- Mãe, cadê a mãe da princesa?

- não sei, filho...

- ela é uma madrasta má?"


"- Mãe porque tem cavalo no meio dessas pessoas?

-porque eles puxam as carruagens...

-Por que eles vão de carruagem se lá tem carro?

-porque é a tradição...

- Por que eles tem carruagem se não é rei de verdade?"


"- Mãe, cadê o Edmundo?

- filho (respondo tentando tirar da cabeça o Animal), porque não receberam convite lá em Nárnia"


Foram algumas horas de crise.... até que o pai chegou e eles foram ver as fotos de meu casamento, de onde sairam outros mil questionamentos...


Acho que falar mal da realeza britânica é uma coisa tão 1780, que nem vou filosofar... claro que dá pra gente pensar muito nos mitos que nos cercam, na nossa fixação por princesas, heróis e reinos "tão tão distantes", e como isso está presente no nosso mundo...


Mas também não dá pra pular de alegria com todo esse frisson sem pensar em como a gente foi massacrado pelas imagens dos noivos e seu final feliz, que na verdade é o começo de muito trabalho sem nada de "realeza", com uma "realidade" bem difícil...


Quando acordei no dia do casamento, liguei a Tv e Bernardo chiou:


"-Aaaaaaaaaaah, não, nada de casamento de novo...

- mas filho, o casamento é hoje, ontem era só a preparação..

- mãe, todo casamento é igual, tira isso e bota no Disney Channel..."


Sem discutir, coloquei no desenho, me vesti e saí pra trabalhar, deixando Bernardo vendo Ariel na TV... cada um com sua "realidade irreal" nas mãos...


Saudações reais,


Princesa Leia

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Me and Julio down by the schoolyard




Um telefonema muda tudo: hoje de manhã a escola do Bernardo me liga pra dizer que não vai ter aula porque estourou um transformador por causa das chuvas...


e lá vamos nós, vida de mãe é virar de cabeça pra baixo só por diversão, mesmo sem gostar de looping...


Depois de uma noite de enxaqueca tenebrosa me refaço, porque o dia vai ser de emoções... voltamos ao assunto cachorro-quente: ontem debatemos o porquê Bernardo diz não gostar do sanduiche se adora macarrão com salsicha, e a resposta é simples: ele acha que cachorro-quente é feito de cachorro, porque senão "não tinha esse nome, né, mãe?"...



Mais uma vez tento convencê-lo de que é a mesma salsicha, mas ele continua muito firme no propósito de achar que "não tem nada a ver"...


ele reclama que não vai ver os amigos hoje, pergunta se já chegou o final de semana, não aceita minhas explicações de que estamos apenas na quarta-feira e fica emburrado até começar "Meu Amigãozão", que hoje vai ser saboreado com gosto: ele vai assistir os 2 episódios "inteirizinhos" porque não tem escola...



Nunca imaginei que uma criança de quatro anos pudesse desconectar as sinapses de seu cérebro apenas com ondas sonoras de perguntas e questionamentos infinitos...



Minha irmã perguntou se eu queria assistir ao teatro do Cocoricó... falei que não, afinal já havia vendido as jóias da família ao comprar os ingressos pro Disney on ice... e além disso, preciso confessar uma coisa do fundo desse coração de mãe (beijo, Vicente Celestino): eu não aguento mais o Julio....



Sabe o Julio, amigo do Alípio, do Astolfo, da galinhada toda?


Pois é... não é preconceito ou "brulin", só porque ele é meio espinhento... é mesmo desgaste da relação...


Houve um tempo em que Bernardo assistia ao DVD do Cocoricó como se o mundo fosse acabar antes do casamento real... era Cocoricó o dia inteiro, mas eu achava ótimo porque era o que acalmava meu filhote de 1 ano em crise existencial... mesmo quando eu era "Team Julio" eu achava a voz dele irritante...


Só de pensar nos primeiros acordes de "Chuva, Chuvisco, Chuvarada" meu coração estremece... e "Piquenique no Quintal" é muito mais detonadora de surto esquizóide que "Sonhos" do Peninha...

Ou seja, nada de teatro do Cocoricó, até porque trabalhei esse meu sentimento e perguntei pro meu filho se ele queria ver o Julio, e ele disse que não... (UFA, quero dizer, que pena...)



Nesse meio tempo a chuva passou, passei com meu filhote canino que chegou em casa cheio de lama e foi encaminhado direto pro chuveiro... imaginem que relaxante dar um banho num labrador no box com direito a Bernardo fotografando (novo hobby dele)...



Nosso dia de folga está chegando ao fim... enquanto escrevo Bernardo brinca com o Homem de Ferro aqui do meu lado... daqui a pouco Papai chega e eu pretendo respirar um pouco (ou não)...



Bernardo está feliz porque viu no espelho que cresceu muito...



Eu estou com um band-aid no dedo porque num surto bipolar cosmético decidi que minhas cores de esmalte estavam "chatas" e misturei várias, até que um vidro estourou...



Ou seja, um dia cansativo e engraçado, marcando o fim da Era Julio.


Beijos,



Paul Simon

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Eu quero uma casa no campo (not)




Sexta-feira santa... 07:00 da manhã... no quarto começa uma bela ladainha: "já tá claro; mãe um novo dia já raiou; pai levanta pra ir pra piscina"....



Graças a uma veneziana aberta, Bernardo acorda muito cedo, junto com a claridade de um novo dia e toda aquela poesia que vai pros diabos quando você tá exausto e queria mesmo é dormir até meio dia, principalmente porque estava aquele friozinho que faz o carioca agradecer aos deuses pela serra...


Me rendi e levantei, colocamos a roupa pra tomar café e ir pra piscina... Bernardo falava tanto que até o Digby que sempre fica louco pra sair e correr pela grama, ficou deitado dormindo com Bruno, chocado por um humano falar tanto...





Fomos explorar a natureza, e as aranhas estão de volta mais assustadoras que nunca. Bernardo pegava plantas, observava, fugia de alguns insetos... e ficou preocupado se tinha alguma planta "envenenosa"...





Pegamos gravetos e "escrevemos" nossos nomes, e depois ele jogava os "gavetos" de volta pra natureza... num momento de silêncio, paz e calma, deitei na canga com ele e Digby juntos, e curtimos a natureza e o balanço das árvores por uns 2 minutos...





Vimos uma lagarta se enroscar numa planta, provavelmente pra fazer um casulo e virar borboleta. Bernardo fez uma experiância científica: comeu uma banana de manhã e deixou a casca na beira da piscina, pegando sol, para ver o que vai acontecer...


Descobriu que adora tirar fotos, e depois de tirar uma onde eu e Bruno posávamos na frente de uma árvore que plantamos, ele disse "mãe, sua cabeça ficou lá em cima"... quando olhei a foto, ele havia deixado nossas cabeças de fora...





Ele está adorando uns brinquedos agarradinhos da turma da Mônica que ficam aqui desde que ele era bebê... anda pra lá e pra cá com os bonecos, e aí a gente vê como brinquedos simples ganham significância na vida de uma criança pequena.





São descobertas incríveis, e aí a gente percebe que cada visita a um lugar é nova. E pelos olhos de uma criança isso é tão claro que faz a gente andar pelos cantos procurando algo novo que ainda não percebeu, um novo detalhe mágico na nossa rotina, nos nossos lugares comuns.




Bom feriado e boas descobertas pra todos.

Feliz Páscoa, Darwin




Bernardo sempre fala do sítio, quando vamos, que está com saudade das plantas... e quando eu digo "fala", vocês podem imaginar isso num continuum enlouquecedor...



Toda criança gosta do burrinho do Shrek, toda mãe ri de nervoso... eu por exemplo sempre fui contra DVD no carro, achava que não deixava a criança interagir com seu mundo imaginário, com seu lado lúdico de histórias e criatividade...




Isso é viagem de mãe louca, porque uma criança de 4 anos e meio num carro pode levar sua sanidade mental a lugares nunca antes visitados... e num engarrafamento na linha vermelha te leva a um desespero nunca antes imaginado...




Tentamos brincadeiras, músicas, nada adiantou... Bernardo falava e falava, sem parar, sobre tudo, mas principalmente sobre como o sítio era longe e como faltava muito pra chegar...



Nosso carro estava cheio, e a bagagem começou a me irritar... perguntei ao Bruno se ainda existiam aquelas vans pequenas, e Bernardo respondeu depressa; "mãe, quem não existe mais são os dinossauros."...



e continuou: "e antes de nós eram os índios"... e aí recordou a nossa conversa sobre Páscoa no dia anterior: "pai, o Natal é festa do nascimento de Jesus, e a Páscoa é quando ele morre... uma Fada Boa Maluca vem e leva ele pro céu, e lá os coelhos jogam chocolate nele e gritam SURPRESA"...




Bruno ficou tão chocado com tanta neo-teologia junta que falou: "mas filho, não é legal jogar coisas nas pessoas.."




e Bernardo continuou: "mas os coelhos do céu podem, porque eles vivem lá com os dinossauros e os índios, que viveram aqui antes de nós..."




no dia em que elaboramos essa teoria sobre a festa surpresa no céu dos coelhos para Jesus, Bernardo tinha entrado comigo na Malharia Mena e ficou olhando para as máscaras de coelho do saara que enfeitavam os manequins... como ele parecia mesmo impressionado, uma vendedora simpática falou "olha, Bernardo, os coelhinhos", ao que ele imediatamente respondeu "vi sim, mas eles são assustadores!!"




No carro, tirei aquilo que foi a salvação da nossa viagem: um rolo de plástico bolha que tinha pego no trabalho para distraí-lo caso estivesse chovendo no sítio...



Ele também chegou a uma conclusão muito importante: quem morava no Brasil antes da gente eram os índios, depois Jesus, depois os dinossauros... repetiu isso várias vezes....



Isso porque ainda não se ligou que também temos Tiradentes e São Jorge na jogada!!!



Chegamos no sítio, e realmente a felicidade dele e do Digby fazem a gente esquecer do trauma do trajeto...



E temos aqui uma grande novidade: me rendi a cibernética no sítio!! Trouxe meu nightbruke, e estou na Hebe, diretamente do meu recanto de silêncio que hoje em dia é preenchido pela mesma pergunta o dia inteiro: mãe, brinca comigo, por favooooooooooooooooooor"



Beijos, Feliz Páscoa!!!

domingo, 17 de abril de 2011

Morte e Vida Severina


Bernardo essa semana me perguntou, enquanto nos arrumávamos pra natação: "Mãe, eu vou morrer?".... e eu, na boa: "claro, filho, todos vamos!"... enquanto corria procurando óculos e sunga...


"Mas eu não quero morrer!!!".... BUM! momentos de tensão... comolidar?... será que ele viu algo violento na TV e traumatizou? será que ele ouviu alguém comentar sobre a tristeza em Realengo? o que responder para não acrescentar ainda mais tempo pra futura terapia...


"Ih, cara, todo mundo morre, é tranquilo..."... "mas eu não vou!!", respondeu com seu famoso bico e cara de adolescente rebelde de apenas 4 anos e 4 meses... "não vou, não vou, não vou".... estava super decidido...


Lá fui eu: "filho, tudo bem, todo mundo morre, é legal, você não sabe que o vovô tá no céu?".... ele me interrompeu revoltadíssimo: "mãe, eu não vou pras nuvens!!!!".... e ficou um tempo reclamando das nuvens, que lá era tudo branco, que não tinha nada pra fazer, que era chato....


Bora lá, ser mãe é fazer todo um trabalho religioso também... "filho, o céu é legal, o seu vovô Zé tá lá e ele gosta!"....ele: "não gosta não que eu sei..."


Opa... "meu filho, como você sabe?", perguntei já esperando uma resposta mediúnica... "eu sei porque eu sei aqui da minha cabeça".... e saiu do quarto muito revoltado, naquele seu estilo preciso ficar sozinho...


No dia seguinte era aniversário do nosso cachorro... enquanto dava os parabéns pro irmão canino, Bernardo me pergunta se Digby vai morrer... eu respondo "claro, filho, todos vamos..." ... e ele "mãe, mas ele vai morrer de olho aberto ou fechado?"... respondo que isso eu não sei, mas fico feliz em perceber que ele aceitou essa explicação sem crises....


De noite ele me diz: "mãe meu coração tá batendo, eu tô vivo, quando ele parar eu morro"... aí descobri que ele estava aprendendo sobre o corpo humano na escola, e deve ter aprendido sobre circulação e decidido levar tudo a um outro nível de filosofia e quiçá teologia...


Na hora de dormir, ele fala "mãe, não quero ir pras nuvens"... eu pergunto porque, ele não responde... aí eu digo "filho, seu avô gostava de CDs, de música... ele tá lá numa boa, ouvindo o que ele gosta..."


Bernardo então abriu os olhos espertos e perguntou: "mãe, no céu tem CD??"... "tem, filho, e DVD também..."... pronto, ele abriu um sorriso e falou muito animado: "Oba!!! então eu vou pras nuvens!!!"...... virou pro lado e dormiu em segundos.


Eu acredito que ele deve ter ouvido alguém dizer que a morte é um descanso. E como ele não quer descansar nunca, achou que a morte seria uma roubada. Mas a partir do momento em que descobriu que há vida após a morte, ficou de boa.


Beijos,


Kardec

domingo, 10 de abril de 2011

A Semana do Presidente 2


Minha semana foi estranha... comecei tensa porque pelo resultado de um exame de sangue achei que estivesse entrando na menopausa (vocês conhecem meu lado surtado)... ok, essa beleza e sopro de juventude não iriam durar pra sempre, mas me peguei com pena das pessoas a minha volta quando estivessem lidando com minhas crises, os calores, os pitis da menopausa.


Fiquei com um pouco de medo das mudanças... acabou que não era nada disso, e eu pra variar sou um pouco X-Men, desapareço com coisas que surgem em mim, tenho gens tortos e exames malucos...


Mas foi engraçado imaginar eu e minhas amigas trocando informações sobre reposição hormonal, indo para o alongamento da terceira idade na pracinha, essas coisas fofas do amadurecimento.


Também fui selecionada pelo shopping Iguatemi para ir a pré-estréia de Rio, e é sempre muito bom quando se ganha alguma coisa legal de modo inesperado.


Na terça feira Bernardo voltou a natação, está muito feliz, parece um sapo pulando dentro d´água, e estou babando com sua alegria.


Também foi uma semana de tristeza por causa da escola em Realengo, e ainda uma semana de revolta com o modo com que estão lidando com tudo, querendo procurar razões e explicações reducionistas (o que não funcionou nos outros países que sofreram coisas parecidas). Disseminar medo e preconceito nunca é bom para nenhuma sociedade.


Na quinta à noite, enquanto as TVs mostravam imagens e entrevistas doloridas, Bolsonaro era entrevistado no Superpop... é uma ironia bisonha que uma tragédia com tantos detalhes sofridos tenha se encontrado com as declarações de um homem que acha que é corajoso e rei da verdade, um comportamento que gera mais preconceito, dor, falta de comunicação....


O atirador era louco? Sofreu bullying? Era fanático religioso? Era esquizofrênico como a mãe? Era viciado em drogas? Era revoltado por ser adotado? Foi abusado sexualmente? Foi rejeitado por meninas? Não importa, na verdade... As respostas serviriam para que a gente discuta mais o que acontece em nossas escolas, nossa saúde, nossas famílias... mas não vai servir de nada a gente escolher uma categoria e associá-la ao medo de outro ataque.


A quem interessar possa... o Ministério da Saúde e de Educação tem um programa Saúde na Escola, em vários municípios... que tal a gente se informar e buscar as autoridades, saber o que está sendo feito com esse dinheiro, dar idéias para grupos e debates, informar os professores, dar apoio a nossas crianças e adolescentes?


Melhor que assistir ao Fantástico e deixar que o medo tome conta da gente.


Beijos... com esperança de que isso não aconteça nunca mais.